Lectinas e como elas podem afetar a sua saúde e autoimunidade

A Monsanto não foi a primeira a elaborar uma estratégia de pesticida!😏
 
A Mãe Natureza nos deu uma muito antes! Estamos falando da natureza, claro, mas nós seres humanos, assim como insetos comemos plantas.
 
A fim de afastar uma grande quantidade de predadores, as espécies vegetais desenvolveram vários anti-nutrientes que, quando ingeridos, causam uma série de distúrbios digestivos, desencorajando assim seu predador de voltar a comer a planta. 
 

O que são lectinas?

 
As lectinas são esse anti-nutrientes, são como toxinas de baixo grau, que podem causar muito estrago no seu organismo, principalmente causando reações autoimunes.
 
As lectinas podem ser encontradas em quase todos os produtos vegetais em diferentes graus.
 
No entanto, elas podem ser encontradas em altas concentrações em algumas fontes mais do que em outras.
 

Os alimentos com a maior concentração de lectina

Os alimentos com a maior concentração de lectina

  • Grãos de todos os tipos (especialmente trigo … glúten! e o milho)
  • Feijão e Leguminosas (especialmente soja e o amendoim)
  • Certas nozes e sementes, como a chia
  • Nightshades (tomates, batatas, pimentões, berinjela)

Quando você considera a lista de óleos e outros produtos alimentares que são feitos com soja, milho e trigo, começa a ter uma ideia de como é fácil consumir essas toxinas.

O que exatamente as lectinas fazem ao corpo?

 
As lectinas são pegajosas e se ligam ao revestimento do intestino, principalmente do intestino delgado, elas também abrem a barreira intestinal causando hiper permeabilidade e isso resulta em má absorção de nutrientes.
 
Aquela pessoa que acha que está sendo saudável consumindo pasta de amendoim diariamente e diz que não consegue aumentar sua ferritina de maneira alguma, pode considerar como uma das causas o excesso de lectina.
 
As lectinas também alteram a flora intestinal fazendo com que boas bactérias morram, permitindo que bactérias nocivas cresçam (Alguém pensou em SIBO? BINGO!)
 

“Os seres humanos são incapazes de digerir lectinas, então eles viajam através de seu intestino inalterado.” – Alexandra Rowels, RD

Lectinas podem causar doenças?

Muitas vezes, quando há tanto dano ao revestimento intestinal e o resultado é hiper permeabilidade intestinal e consequentemente com os gatilhos e genética temos doenças autoimunes como:

Resistência à leptina

As lectinas têm sido associadas à resistência à leptina, uma condição pré-diabética associada à obesidade.
 
A leptina é um hormônio importante produzido pelo tecido adiposo.
 
Este é o hormônio responsável pela regulação do apetite.
 
Quando esse hormônio está alterado, é muito fácil comer demais, porque seu cérebro não recebe a mensagem de que seu estômago está cheio.
 

Estudo dos efeitos da lectina do trigo

 
Um estudo publicado no American Journal of Physiology mostrou que a lectina aglutinina do trigo (WGA) produz “várias alterações na capacidade das células de gordura de se ligarem e responderem à insulina”.
 
A resistência à leptina pode levar a um aumento da glicose no sangue e, consequentemente,  a resistência à insulina e diabetes tipo II.
 

Como fazer para evitar as lectinas?

Pode ser quase impossível evitar todas as lectinas, pois elas estão presentes em quase todos os alimentos vegetais e alguns desses alimentos são até benéficos.
 
Mas você pode evitar as piores e também minimizar o problema.
 
Se você já tem alguma condição autoimune esses alimentos abaixo podem estar te prejudicando e causando sintomas.
 

Evite os piores

  • Grãos, sim, mesmo grãos integrais, como trigo integral, devem ser evitados totalmente.
  • Amendoim, ervilhas e feijões
  • Nightshades (como batatas e berinjela) milho e soja (se você quiser comer soja, certifique-se de que seja fermentada).

Mas doutor!!!

Nossos ancestrais tinham muito menos doenças do que hoje, e ainda assim eles comiam muitos dos alimentos com lectinas.
 
Sim, mas antigamente tínhamos menos sobrecarga de toxicidade em geral e também pessoas em todo o mundo fermentavam muito mais alimentos do que hoje em dia.
 
A fermentação, bem como a imersão (deixar de molho) dos alimentos com alto teor, podem reduzir drasticamente a lectina, tornando-os seguros e sem danos para a maioria das pessoas.
 
Um exemplo disso é o amendoim, que é uma leguminosa e é consumido torrado, sem nenhum processo de demolho, cozimento ou fermentação. 
 

Que outra leguminosa você conhece que se come apenas torrada? Você já comeu feijão torrado? 

O amendoim é extremamente alérgeno e problemático para muitas pessoas. 
 
Fonte:

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