O Paradoxo dos Vegetais – Recupere sua energia em 3 semanas

Você que está aí na sua casa, com pensamento lento, dificuldade de raciocínio, intestino preguiçoso, e a maioria dos alimentos te gera desconforto, pode não ser culpa sua!

Vários alimentos ditos saudáveis podem estar contribuindo para isso.

Por isso vou resumir aqui, de uma forma bem didática, um dos livros mais importantes dos últimos anos: O Paradoxo dos vegetais.

O Paradoxo dos Vegetais - Livro

Recupere energia em 3 semanas eliminando 4 tipos de vegetais “saudáveis”

O Paradoxo dos vegetais: Causa desconhecida para alguns problemas de saúde

Uma causa comum para muitos problemas de saúde crônicos não é conhecida ou foi ignorada por boa parte dos especialistas em saúde.

É a presença de lectinas, que são proteínas vegetais frequentemente encontradas em sementes, que as plantas usam para se proteger de predadores.

O paradoxo dos vegetais verdadeiro, que também está no título do livro, se refere ao fato de que os vegetais tanto podem ser benéficos como prejudiciais a saúde.

A verdade é que algumas plantas devem ser consumidas somente em quantidades pequenas ou moderadas.

Pense comigo. Quando um animal selvagem é atacado ele precisa se defender, correto? Ou pelo menos fugir de seu agressor…

Agora, como é que a planta faz? Você já viu uma árvore boxeadora ou um arbusto corredor de 100 m rasos? Claro que não.

O Paradoxo dos vegetais: biologia evolucionária das plantas

Evolução das Plantas

No livro do Dr. Steven Gundry, o paradoxo dos vegetais, é bem explicado a biologia evolucionária das plantas, e isso é feito de um modo bem acessível, portanto vale a leitura.

Já que as plantas não tem como correr dos predadores ou mesmo “bater” neles, elas desenvolveram mecanismos de defesa indireta, através de camuflagem, toxinas, resinas, venenos, substâncias de sabor desagradável, além de estruturas protetoras.

O Paradoxo dos vegetais: As lectinas

O Paradoxo dos Vegetais - Lectinas

Entre essas substâncias desfavoráveis aos predadores temos em especial destaque o grande grupo das lectinas.

São lectinas, portanto não confundir com lecitina, e que é um nutriente precursor da fosfatidilcolina importante para o cérebro.

As lectinas tem um papel fundamental de proteção no reino vegetal, e podem ter grande impacto na saúde humana.

Você sabia que o glúten é o elemento mais famoso desse grupo?

Elas tem a propriedade

  • De se ligar as moléculas de açúcar nas nossas células, e estimular respostas  inflamatórias, além de interromper a comunicação intercelular.
  • De estimular o ganho de peso.
  • De confundir o sistema imune, estimulando auto imunidade.
  • E de causar sintomas de desconforto digestivo nas criações que consomem milho e soja, com impacto nos alimentos animais derivados, como leite, carne e ovos.

Alta produtividade agrícola

Alta atividade agrícola

Nesse processo o microbioma humano, que é co-responsável pela digestão e proteção contra agentes agressores, não conseguiu se adaptar a isso.

Todos os saltos de produtividade agrícola que vieram, incluindo a primeira revolução da agricultura que aconteceu a aproximadamente 10 mil anos, todos esses marcos tiveram um efeito de faca de dois gumes, um efeito positivo de aumento de longevidade humana e outro negativo de aumento das lectinas e seu impacto na saúde.

A popularidade de alimentos processados

Alimentos Processados

A popularidade de alimentos processados que contêm milho, soja e trigo ricos em lectinas; e a introdução de herbicidas, medicamentos, fertilizantes, aditivos alimentares, produtos para cuidados com a pele e outros produtos químicos, aumentaram nossa carga de lectinas e comprometeram nossa capacidade de lidar com elas.

Dieta sem glúten não reduz a exposição às lectinas

O Paradoxo dos Vegetais - Dieta sem Glúten

O Dr. Gundry argumenta que uma dieta sem glúten não reduz a exposição às lectinas.

Quando as pessoas evitam trigo, cevada, centeio e aveia para eliminar o glúten de suas dietas, elas recorrem a produtos sem glúten que contêm lectinas na forma de farinha derivada de grãos e pseudo-grãos.

Infelizmente, muitas dessas outras lectinas também provocam sintomas, como névoa mental, dores nas articulações e inflamação naqueles que são sensíveis ao glúten e levam a efeitos mais prejudiciais à saúde do que o próprio glúten.

Portanto, ele observou que muitos de seus pacientes continuavam a sofrer de problemas digestivos, de saúde e de peso, apesar de terem eliminado cevada, centeio, aveia e trigo de suas dietas.

Aqui eu não vou entrar em detalhes dos mecanismos de como as lectinas agem negativamente, para isso eu recomendo que leiam o livro “O paradoxo dos vegetais”.

Perigo das lectinas

O Paradoxo dos Vegetais - Perigo das Lectinas

As lectinas podem desencadear uma “tempestade imunológica e hormonal” em nossos corpos, imitando as superfícies proteicas de bactérias nocivas e, assim, causar uma resposta imunológica inflamatória em grande escala.

Atenção – leguminosas não são legumes; são vegetais da família do feijão, lentilhas, grão de bico, ervilhas e soja.

Também não vou listar aqui as 49 doenças associadas as lectinas, para isso também recomendo que leiam o livro.

Uma informação crucial

As comidas que se tornaram o esteio da alimentação moderna, grãos, cereais e feijões, literalmente turbinam o acúmulo de gordura corporal através de 3 mecanismos:

  • Facilitam a conversão de açúcar em gordura.
  • Bloqueiam o uso de açúcar pelos músculos, que acabam virando gordura e acumulados no tecido adiposo.
  • Bloqueiam a entrada de açúcar no cérebro, e isso causa compulsões alimentares.
  • O rápido ganho de peso devido ao consumo de grãos e leguminosas já foi em algum momento crucial a sobrevivência humana, em momentos de grande fome e escassez, mas nesse exato momento de fartura para parte da humanidade, constitui grande desvantagem a saúde.

O Paradoxo dos vegetais: Recomendações alimentares

As recomendações alimentares do livro são bem semelhantes as das dietas paleo e cetogênica, cortar:

  • Açucares;
  • Cereais;
  • Frutas doces;
  • Plantas ricas em amido;
  • Leguminosas;
  • Alimentos processados e industrializados;
  • Nightshades, que é uma classe de vegetais que compreende batata inglesa, tomate, pimentões, pimentas vermelhas, e berinjela;
  • Além de carnes e vegetais não orgânicos.

Só que na fase 3 da dieta, são reintroduzidos parte dos vegetais retirados, como alguns tubérculos e quantidades limitada de grãos e nightshades.

As 3 fases da dieta do livro

Como a maioria dos livros de dietas, as restrições alimentares são consideradas exageradas pela maior parte das pessoas.

A fase 1

Envolve uma limpeza de três dias que visa alterar o equilíbrio entre os microrganismos bons e ruins em seu intestino.

A fase 2

Consiste em uma adesão de duas semanas a novos hábitos alimentares.

Isso envolve a eliminação de grãos, leguminosas, alimentos transgênicos, açúcares, gorduras saturadas, adoçantes artificiais e aves.

É recomendado consumo moderado de gorduras ômega-3, proteína animal orgânica e manteiga ghee.

Pede-se consumo mínimo de produtos lácteos derivados de vacas, ovelhas ou cabras que produzam a caseína não inflamatória A-2.

A fase 3

Envolve o jejum intermitente e a redução da ingestão de proteínas animais (incluindo peixes) para um total de 60 a 120 gramas por dia.

Os alimentos excluídos da fase 2 podem ser lentamente reintroduzidos em quantidades moderadas se o seu corpo não demonstrar uma reação negativa a eles.

Algumas palavras sobre os críticos do programa do Dr. Steven Gundry.

O Dr. James Hamblin, médico, chamou atenção para conflitos de interesse, já que o Dr. Gundry vende linha de suplementos e aponta também para a literatura conflitante sobre o tema lectinas, o que quer dizer que nem todos os cientistas se entendem a respeito da afirmação de que essas substâncias são sempre maléficas.

O Dr. Thomas Campbell, que é professor emérito de bioquímica nutricional na Universidade Cornell, uma das mais respeitadas no Mundo, diz que as referencias acadêmicas do livro foram mal utilizadas, já que não dão suporte direto as afirmações do livro.

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