Omeprazol – Seu uso esgota esses nutrientes do seu corpo!

Omeprazol – seu uso esgota esses nutrientes do seu corpo!

Se você usa Omeprazol você tem falta dessas vitaminas!!

Inibidores ou bloqueadores de bomba de prótons

Os inibidores ou bloqueadores de bomba de prótons (IBPs), conhecidos popularmente como “prazóis”, porque todos eles terminam com o sufixo prazol, como omeprazol, pantoprazol, esomeprazol, lanzoprazol, etc.

Eles continuam sendo o padrão de tratamento em todo o mundo para distúrbios gastrointestinais superiores, incluindo doença do refluxo gastroesofágico, esofagite erosiva, dispepsia e úlcera péptica.

Ao longo desse artigo eu vou usar os dois termos de forma intercalada, prazóis e bloqueadores de prótons, mas é a mesmíssima coisa.

Superutilização dos prazóis

O problema é que atualmente existe uma superutilização dos prazóis pelos médicos.

E isso se dá geralmente como resultado da falha em reavaliar a necessidade de continuação da terapia ou da falta de conhecimento dos médicos em relação a terapias alternativas.

Todo o foco continua sendo em somente reduzir a produção de ácido, não se pensa na redução ou eliminação do glúten, lácteos e outros alimentos inflamatórios.

Também em geral não se pensa na melhora da barreira mucosa gástrica.

O uso não judicioso ou racional de prazóis cria problemas de saúde evitáveis.

As deficiências de vitaminas e minerais causadas pelo Omeprazol

Os prazóis provocam deficiências de vitaminas e minerais, afetando o metabolismo da:

Os riscos são especialmente altos em pacientes idosos e desnutridos, bem como naqueles em hemodiálise crônica.

Infelizmente atualmente não existem guidelines ou diretrizes para suplementar essas deficiências de vitaminas e minerais nesses pacientes usando bloqueadores de bombas de prótons.

Reduzir a prescrição inadequada destes medicamentos pode minimizar o risco potencial de deficiências de vitaminas e minerais.

Riscos potenciais associados ao uso indiscriminado de prazóis

Nos anos de 2000 a 2010 muitas publicações marcantes foram produzidas em várias especialidades, como gastroenterologia e farmacologia.

Destacando os riscos potenciais associados ao uso indiscriminado de prazóis em curto e longo prazos, seja em hospitais ou consultórios.

Os riscos observados foram:

  • Infecções intestinais, incluindo diarreia associada ao Clostridium difficile;
  • Pneumonia;
  • Metabolismo alterado de remédios que afinam o sangue, como agentes antiplaquetários (por exemplo, clopidogrel);
  • Síndrome do Intestino Irritável e o SIBO associado;
  • Fratura relacionada à osteoporose e interferência na absorção e metabolismo de vitaminas e minerais.

o Food and Drug Administration (FDA) dos EUA emitiu advertências em 2010 e 2011, mostrando uma relação entre o uso de bloqueadores de prótons a longo prazo e fratura relacionada à osteoporose e falta de magnésio.

Como os prazóis aumentam o pH normal do estômago, que é por volta de 1,4 para por volta de 6 a 7, a quantidade íons de hidrogênio dentro do órgão cai milhares de vezes.

Seu mecanismo de ação ocorre pela inibição da enzima H + / K + ATPase nas células parietais da mucosa gástrica, que é responsável pela secreção de íons de hidrogênio em troca de íons de potássio na luz do estômago.

Essa falta de acidez e de íons prejudica uma fase fundamental no preparo de absorção de minerais que é a ionização do ferro, do cálcio, do magnésio, entre outros minerais.

Principais nutrientes prejudicados pelo uso dos prazóis

Vamos falar agora um pouco a respeito dos principais nutrientes prejudicados pelo uso dos prazóis.

Vitamina B12 (cobalamina)

A vitamina B12 (cobalamina) é um nutriente essencial, hidrossolúvel, ou solúvel em água, que é adquirido de fontes alimentares de origem animal, incluindo carnes, peixes, crustáceos, aves, ovos e laticínios.

Ovo-lacto-vegetarianos geralmente não são considerados em risco de deficiência, enquanto os verdadeiros veganos podem apresentar risco de deficiência, a menos que consumam suplementos, alimentos fortificados com vitamina B12, ou cogumelos, levedura nutricional e algas com frequência.

O corpo consegue armazenar até 5 anos dessa vitamina, portanto veganos em geral só notam sintomas relacionados a deficiência de vitamina B12 muitos anos depois de mudar a dieta.

Processo de absorção da vitamina B12

A absorção de vitamina B12 envolve enzimas pépticas para separar a vitamina B12 das proteínas da alimentação.

Isso é realizado principalmente pela pepsina, que requer ácido gástrico para ser ativada a partir de seu precursor pepsinogênio.

Sem o ácido gástrico, a vitamina B12 não será separada da proteína dietética e não será capaz de se ligar às proteínas R, que por sua vez protegem a vitamina B12 da digestão pancreática.

Foi verificado que, uma vez que a acidez gástrica é necessária para a absorção de vitamina B12, a supressão do ácido pode levar à má absorção e, em última instância, deficiência de vitamina B12 por gastrite atrófica e acloridria, falta total de ácido.

Níveis de concentração no sangue – Faixa “normal” e ideal

Ao aceitarmos a faixa considerada normal pelos laboratórios, que consideram que mais de 200 ng/dl no sangue já seria bom, e não o valor que eu e outros médicos funcionais consideram, acima de 550.

Temos que considerar que esses números errados usados pelos laboratórios, baseados em estatísticas e não em saúde, até 20% dos idosos teriam deficiência da vitamina e isso foi associado a síndromes de deficiência de absorção gastrointestinal e também anemia perniciosa.

Se considerarmos os níveis ótimos de vitamina B12, acima de 550, que vai evitar demência e inflamações crônicas, esse nível de carência afeta mais de 60% dos idosos.

A maioria dos casos de deficiência não são detectados e são encontrados por busca ativa, feita por médicos atentos ao problema, enquanto os casos de deficiência mais acentuada podem se apresentar com achados neuropsiquiátricos e hematológicos (como por exemplo, anemia macrocítica) que podem ser um prenúncio de doença crônica mais grave.

A redução do ácido gástrico do intestino delgado superior por meio da terapia com bloquedores pode promover o supercrescimento bacteriano, o SIBO, que leva a ainda mais perdas de vitaminas, devido ao consumo delas por bactérias em número exagerado dentro do delgado.

Vitamina C

Humanos são incapazes de sintetizar a vitamina C e, portanto, devem contar com a obtenção de concentrações adequadas desta vitamina a partir da ingestão alimentar.

Os prazóis afetam sua biodisponibilidade através da redução de sua concentração no suco gástrico.

Bem como a proporção de vitamina C em sua forma antioxidante ativa, o ácido ascórbico.

O ácido ascórbico que por sua vez é secretado pela mucosa gástrica afeta diretamente a concentração de nitrito e ferro no suco gástrico.

Estudos dos efeitos os prazóis nas concentrações de vitamina C

Mowat e colegas investigaram os efeitos do uso de omeprazol 40 mg por 4 semanas nas concentrações de vitamina C no suco gástrico em indivíduos saudáveis.

O pH intragástrico mediano aumentou de 1,4 antes da terapia com omeprazol para 7,2!

Enquanto os indivíduos estavam tomando omeprazol, e as concentrações de vitamina C diminuíram de 5 μm / l pré-tratamento com omeprazol para 3 μm.

Enquanto os indivíduos estavam tomando omeprazol, refletindo a diminuição notável na forma biologicamente ativa do ácido ascórbico.

Há evidências adicionais de que os bloqueadores de prótons reduzem as concentrações séricas de vitamina C, um efeito observado de maneira mais proeminente em pacientes infectados com Helicobacter pylori.

Cálcio

Uma revisão de Insogna de 2009 nos permite compreender a relação entre a terapia com IBP e o metabolismo do cálcio.

Foi descoberto que tanto o ácido do estômago quanto o meio ligeiramente ácido do duodeno proximal são necessários para dissociar o cálcio ingerido de um bolo alimentar, tornando-o disponível para absorção.

Sem esse ambiente, o cálcio elementar não seria absorvido, podendo levar a alterações fisiológicas compensatórias, incluindo hiperparatireoidismo secundário.

Os prazóis reduzem a reabsorção de cálcio do osso, pois os osteoclastos, células que comem osso velho para permitir que osso novo seja produzido.

Esses também possuem bombas de prótons, portanto, acredita-se que sua atividade seja diretamente afetada pelos bloqueadores.

Em 2010, o FDA americano divulgou um aviso revisando os rótulos dos bloqueadores para incluir novas informações de segurança sobre um risco potencial aumentado de fraturas do quadril, pulso e coluna vertebral com o uso de esses medicamentos.

Ferro

Foi demonstrado que a terapia crônica com prazóis resulta em má absorção de ferro clinicamente significativa devido à falta de secreção de ácido gástrico e ao risco de acloridria, falta total de ácido.

O ferro dietético está presente nos alimentos como ferro não heme (66%) ou ferro heme (32%) e a absorção do ferro não heme, ou seja, que não vem da carne, é acentuadamente melhorada pelo ácido gástrico.

O ácido gástrico ajuda ao ferro se dissociar e solubilizar, facilitando a absorção.

Vários relatos de caso sugeriram uma associação entre o uso de bloqueadores e anemia por deficiência de ferro, com indivíduos não respondendo à reposição de ferro durante a terapia concomitante com prazóis.

Mas respondendo favoravelmente quando os bloqueadores foram interrompidos.

Magnésio

Em 2011, o FDA divulgou um alerta baseado em vários relatos de casos publicados afirmando que os bloqueadores podem causar baixa de magnésio no sangue se tomados por mais de um ano.

Isso se considerando que é difícil pegar magnésio baixo no sangue, em geral precisa ter muita deficiência para isso aparecer.

Já que o magnésio é um íon predominantemente intracelular, e 60% do magnésio está nos ossos.

O certo seria medir dentro da hemácia e não no sangue.

Então a deficiência real de magnésio por efeito dos prazóis é muito mais comum do que se pensa.

Em aproximadamente 25% dos casos revisados, a suplementação de magnésio por si só não aumentou adequadamente os níveis de magnésio sérico.

E portanto, a terapia com os bloqueadores teve que ser descontinuada.

Pessoas com história de arritmias cardíacas ou que usam agentes antiarrítmicos estão em ainda maior risco se fizerem terapia crônica com prazóis.

Estudos e mais evidências

75a ou mais – 44% mais demência – JAMA neurology – Fev 16 – 74 000 pessoas, 7 anos

Estudo de 2015 – Mesmo 7 dias de uso já afetou cognição! Em pacientes jovens! Todos os prazois, especialmente omeprazol.

  • Prazóis aumentam produção de beta amilóide e pioram o processo de limpeza deles no cérebro;
  • Prazóis bloqueiam o ácido de dentro dos lisossomas da micróglia que limpam o beta amilóide dos neurônios;
  • Aumento de risco de Fraturas, IRC, AVC;
  • AVC – aumentou risco em 21% (240 000 adultos);
  • Má absorção de aminoácidos – Causando deficiência proteica;
  • 70 % das pessoas tomando bloqueadores não precisam deles.

Como interromper do uso de prazóis

Existem vários métodos para a interrupção do uso de prazóis, que pode ser descontinuação abrupta ou redução gradual, com ou sem uso concomitante de outra classe de antiácido, como bloqueador H2.

Embora tenha havido pequenos estudos que demonstraram métodos de desmame bem-sucedidos, não havia até pouco tempo atrás diretrizes específicas, isso até 2017, a partir de artigo publicado no jornal Canadian Family Physician.

Isso envolveu uma equipe composta por um médico de família, um gastroenterologista, 3 farmacêuticos e 5 membros não votantes.

As diretrizes foram elaboradas para ajudar os médicos a tomar decisões sobre como e quando desprescrever prazóis.

Eles devem ser usados em conjunto com as diretrizes de tratamento para a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e úlcera péptica, e levam em consideração a situação pessoal do paciente e não se destinam a ditar a tomada de decisão.

Medidas Preventivas

Então, se você sofre de refluxo ácido, há uma série de medidas preventivas que você pode tomar para limitar os sintomas de refluxo sem ter que depender de inibidores da bomba de prótons:

  1. Coma devagar. Coma refeições menores e frequentes;
  2. Cortar alimentos industrializado, fast food;
  3. Limitar álcool;
  4. Cortar refrigerantes e bebidas enlatadas;
  5. Reduzir cafeína e medicamentos
  6. Parar de fumar
  7. Não coma dentro três horas antes de dormir
  8. Manter um peso saudável
  9. Cortar glúten e lácteos
  10. Gerenciar o estresse.

Remédios alternativos saudáveis são:

  1. Enzimas digestivas promovem uma digestão saudável.
  2. Tome 1-2 colheres de sopa rasas de vinagre de maçã misturado com água e mel orgânico para reduzir os sintomas de refluxo ácido e má digestão.
  3. Alginato – bloqueia ácido do estômago e duodeno em subir para esôfago.
  4. O alcaçuz sem glicirrizina, a forma DGL, proporciona um reforço no revestimento do estômago e do trato intestinal. O aloe vera tem efeito semelhante.
  5. D-limoneno, um suplemento extraído das cascas de frutas cítricas, pode ajudar a neutralizar o excesso de ácido gástrico e dar suporte ao peristaltismo normal para o alívio da azia e do refluxo gastroesofágico.
  6. Suplemento com cloridrato de betaína após as refeições para ajudar na digestão.
  7. Uso de probióticos com bactérias saudáveis.
  8. Tintura de alecrim, espinheira santa e guaçatonga ajudam muito.
  9. Para quem tem h. pylori, o zinco carnosina é top.
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Dr. Alain Dutrahttps://artigos.alainuro.com
Dr. Alain Dutra é médico urologista e aplica a Medicina Funcional, Integrativa e de Estilo de vida e princípios ortomoleculares.

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