Entenda a indústria do câncer. Qual é a alternativa?

Você quer entender melhor como funciona a indústria do câncer, e o que fazer para diminuir a influência do dinheiro nos tratamentos agressivos atuais?

Acompanhe esse artigo ou assista ao vídeos até o final.

Esse material que você vai acompanhar agora foi baseado em um artigo de uma revista técnica chamada “Scientific American”, veja o artigo original.

O câncer gerou e alimenta um enorme complexo industrial envolvendo agências governamentais, empresas farmacêuticas e biomédicas, hospitais e clínicas, universidades, sociedades profissionais, fundações sem fins lucrativos e mídia.

Os custos do tratamento do câncer aumentaram quarenta por cento na última década, de cento e vinte e cinco bilhões de dólares em 2010 para cento e setenta e cinco bilhões de custos projetados em 2020.

O total de gastos com pesquisa chega a ser maior do que um quarto de trilhão de dólares, de acordo com uma estimativa de dois mil e dezesseis.

Os propagadores da indústria do câncer afirmam que os investimentos em pesquisa, exames e tratamento levaram a “progresso incrível” e milhões de “mortes por câncer teriam sido evitadas”, nas palavras deles, como indica a página inicial da American Cancer Society, uma organização sem fins lucrativos que recebe dinheiro de empresas biomédicas.

Um estudo feito nos Estados Unidos em 2014 concluiu que os centros de câncer daquele país gastam centenas de milhões de dólares em propaganda, e freqüentemente promovem os tratamentos de câncer com apelos emocionais que evocam esperança e medo, mas raramente fornecem informações sobre riscos, benefícios, custos ou cobertura pelo seguro.

Mas qual seria a dura realidade por trás disso tudo?

Ninguém está ganhando a guerra contra o câncer. E não sou eu quem está dizendo isso, mas quem diz é o oncologista Dr. Raza da Universidade de Columbia, em um livro de dois mil e dezenove intitulado: The First Cell: And the Costs of Pursuing Cancer to the Last.

Em 2019, eu publiquei um vídeo intitulado “A verdade sobre a quimioterapia”.

Nesse vídeo, eu digo embasado por estudos, que a quimioterapia somente é eficiente em poucos tipos de câncer, e os avanços reais de tratamento foram somente para alguns cânceres:

  • Infantis
  • De linhagem do sangue
  • Testículos
  • Linfáticos
  • Medula óssea.

As taxas de mortalidade do câncer caíram quase 30% desde 1991. Essa tendência, segundo os propagadores da indústria do câncer, mostra que os investimentos em pesquisas, exames e tratamentos teriam se pagado.

O que os propagandistas frequentemente deixam de mencionar é que declínios recentes na mortalidade por câncer seguem pelo menos sessenta anos anteriores de aumento.

A atual taxa de mortalidade ajustada por idade para todos os cânceres nos Estados Unidos é de cento e cinquenta e duas mortes por 100 mil pessoas, e está muito próximo do que era em 1930, de acordo com uma análise recente.

A ascensão e queda das mortes por câncer acompanham a ascensão e queda do hábito de fumar, do tabagismo, com um atraso de algumas décadas.

O consumo de cigarros nos EUA mais do que dobrou entre 1930 e o início dos anos 1970 e caiu constantemente desde então, de acordo com o site sem fins lucrativos “Our World in Data”.

O tabagismo aumenta o risco de muitos tipos de câncer, mas especialmente de câncer de pulmão, que é de longe o maior assassino, sendo responsável por mais mortes do que o câncer de intestino grosso, mama e próstata juntos.

Então o que os números sugerem que a queda da mortalidade do câncer de pulmão nada tem a ver com cirurgia, quimio ou radio e sim com a queda do tabagismo.

Todo o conhecimento acumulado a respeito da biologia do câncer aparentemente não se refletiu em tratamentos mais eficazes.

Os estudos clínicos do câncer “têm a maior taxa de falhas em comparação com outras áreas”, de acordo com um artigo de 2012.

As empresas farmacêuticas continuam desenvolvendo e lançando novos medicamentos todos os anos.

Mas um estudo descobriu que 72 novos medicamentos anticâncer aprovados pelo FDA entre 2004 e 2014 prolongaram a sobrevida por apenas uma média de 2 míseros meses!

Um relatório de 2017 concluiu que “a maioria das aprovações de medicamentos recentes contra o câncer não demonstrou ou não melhorou os números do câncer”, incluindo sobrevivência e qualidade de vida.

Os autores desse estudo temem que “o FDA possa estar aprovando muitos medicamentos tóxicos e caros e que não melhoram a sobrevida global.

Indústria Multi-Bilionária

Os custos do tratamento do câncer estão galopantes e superando em muito a inflação dos países. Estima-se que novos medicamentos custem, em média, mais de US $ 100.000 por ano.

Os pacientes acabam assumindo boa parte desses custos. Mais de 40% das pessoas diagnosticadas com câncer perdem todas as suas economias em 2 anos, segundo uma estimativa recente.

Mesmo a última novidade do ramo, as imunoterapias, que foram propagandeadas como solução milagrosa, tem se mostrado uma decepção na prática.

Uma análise de 2017 realizada pelos oncologistas Nathan Gay e Vinay Prasad estimou que menos de 10% dos pacientes com câncer podem se beneficiar com as chamadas imunoterapias.

Isso é um grande balde de água fria nas esperanças. Esses tratamentos além de serem caríssimos tem muitos efeitos colaterais.

Se virarem um tratamento padrão, as imunoterapias vão literalmente quebrar a saúde do país mais rico e poderoso do Mundo.

Diagnóstico exagerado generalizado

Uma situação que complica mais ainda esse quadro é que exames recentes genéticos de detecção precoce, que seriam supostamente a solução para o problema, infelizmente não distinguem com segurança entre cânceres prejudiciais e inofensivos.

Sim, você ouviu certo, existem cânceres inofensivos, que não matam a pessoa e são descobertos somente em necropsias ou autópsias de pessoas que morreram por outros motivos.

Então tais testes de detecção precoce, além de caros, se usados em larga escala podem levar a um diagnóstico exagerado generalizado, através da detecção de células cancerígenas não prejudiciais.

Esses diagnósticos exagerados, ou superdiagnósticos, levariam a tratamentos muito tóxicos e desnecessários.

Caso da Mamografia

Ainda falando de exames, vamos falar a respeito da famosa e super propagandeada mamografia.

Uma meta-análise de 2013 da Cochrane Collaboration, uma associação internacional de especialistas que avalia procedimentos médicos, estimou que se 2.000 mulheres fizerem mamografias por um período de 10 anos, a vida de apenas uma mulher será salva por conta disso.

São duas mil mulheres se expondo a radiação por 10 anos para salvar uma única alma!

Enquanto isso, 10 mulheres saudáveis serão tratadas desnecessariamente, eu vou dizer novamente, dez mulheres a cada duas mil rastreadas serão tratadas sem necessidade com métodos agressivos.

Alem disso, mais de duzentas “passarão por sofrimento psicológico importante, incluindo ansiedade e incerteza por anos, devido a descobertas falso-positivas”.

Algumas mulheres superdiagnosticadas podem “morrer devido as terapias agressivas, como quimioterapia e grandes cirurgias”.

Assim, qualquer benefício da triagem “seria anulado por danos mortais causados por superdiagnóstico e casos falso-positivos”.

Isso tudo não sou eu quem está dizendo. Como eu disse no início desse artigo, me baseei em um artigo da Scientific American.

Caso teste de sangue PSA

O mesmo ocorre com o teste de sangue PSA.

Uma meta-análise de 2013 do Grupo Cochrane não encontrou “redução significativa” na mortalidade resultante dos testes de PSA.

“A estratégia de rastrear rotineiramente todos os homens com testes de PSA leva a intervenções que não estão salvando vidas e podem estar causando danos”, nas palavras deles, não minhas.

Triste Realidade da Indústria do Câncer

Todas as evidências apontam para uma indústria altamente lucrativa, se movimentando de todas as formas para manter e até aumentar os proventos com essa doença tão devastadora.

Para vocês terem uma ideia, aqui mesmo em São Paulo, um famoso oncologista mudou de hospital há alguns anos atrás, e para que isso se concretizasse foi pago uma “luva” que chegou a um milhão e meio de reais.

É o que acontece, só que em maior escala, no Mundo do futebol.

Alguém muito lucrativo, que rende ingressos e contratos publicitários multimilionários, esta pessoa é comprada por um outro time.

Isso tem acontecido entre hospitais, no que se refere a indústria do câncer.

Pense comigo, se o cara recebeu um milhão e meio para mudar de hospital, quanto esse cara rende para a indústria?

Muitas mais informações estão disponíveis no artigo da Scientific American, mas vou parar com a argumentação por aqui.

Mais qual seria então a solução?

Uma medicina mais conservadora, mais suave com o organismo e que priorize aumentar a capacidade natural de cura.

Reconhecer a limitação dos tratamentos agressivos atuais e investir mais na auto cura.

Tentar diminuir a influência do dinheiro nos estudos da Big Pharma que tortura os dados para que sejam favoráveis aos grandes lançamentos de drogas caríssimas.

Honrar ao juramento hipocrático de acima de tudo não causar mal.

Não deixar pessoas inescrupulosas, que usam o medo a favor das máquinas de gerar lucro, agirem sem nenhum freio.

Lembrar que o câncer é uma coleção de células doentes que ativam mecanismos ancestrais de sobrevivência, e não uma espécie de diabo que tenha que ser extirpado a todo o custo.

 

Para saber mais sobre a indústria do Câncer, acesse aos meus materiais, especialmente a playlist sobre o tema.

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