A árvore mais antiga do mundo tem algo a nos ensinar e também a nos dar, na medida em que promove a saúde do cérebro e a longevidade.
A árvore do Ginkgo (Gingko biloba) é, em vários aspectos, extraordinária. Apesar de nativa na Coréia, China e Japão, a árvore pode ser encontrada em parques e em alamedas de cidades por todo o mundo. Chega a crescer 40 metros e vive mais de mil anos. Fósseis de Ginkgo foram datados de cerca de 250 milhões de anos, e Charles Darwin se referiu à árvore como um “fóssil vivo”. Agora, a justificativa para a fama do Ginkgo vem do extrato obtido de suas folhas
Essa espécie também foi descoberta como a única sobrevivente perto do epicentro da explosão da bomba atômica de 6 de agosto de 1945 em Hiroshima. Em setembro de 1945, a área ao redor do centro de explosão foi examinada e seis árvores Ginkgo biloba foram encontradas em pé. Elas brotaram logo após a explosão sem maiores deformações e ainda estão vivos até hoje.
Ela já é famosa por suas propriedades do que diz respeito a saúde sexual, mas quero aqui focar na sua atuação na saúde cerebral e longevidade.
No que diz respeito às suas propriedades regenerativas do cérebro, já se sabe que o Ginkgo pode estimular o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), uma proteína encontrada no cérebro e no sistema nervoso periférico, essencial na regulação, crescimento e sobrevivência do cérebro e que é especialmente importante para a memória de longo prazo. A capacidade de aumentar o BDNF, portanto, implica que ele irá melhorar a função cerebral e cognitiva.
Devido ao aumento da circulação sanguínea no cérebro e melhora da capacidade cognitiva, o Ginkgo também evita danos nos neurônios, combatendo a perda de memória, especialmente em idosos, ajudando a prevenir casos de Alzheimer.