O uso isolado da Ultrassonografia (USG) para detectar pedras renais e determinar o seu tamanho pode resultar em manejo inapropriado de um quinto dos pacientes, segundo investigadores publicaram no BJU International.
Em um estudo retrospectivo de 552 pacientes comparando USG com Tomografia (TC), que é o padrão ouro para avaliar pedras nos rins, pesquisadores da Cleveland Clinic de Ohio perceberam que a sensibilidade geral do USG era de 54%, valor que melhora com pedras maiores. O exame de USG tambem superestima o tamanho das pedras na faixa de 0-10 mm. A especificidade do USG foi de 91%. Tanto a localização da pedra como o índice de massa corporal não influenciaram a sensibilidade do USG. A maioria dos casos em que a pedra for menor que 5 mm a conduta pode ser conservadora, só que no estudo foi identificado que em 14% dos casos o USG superestimou o tamanho das pedras a ponto da conduta indicada ser a intervenção. Por outro lado, enquanto resultados da TC sugeririam intervenção, o resultado do USG em 39% dos casos indicariam a observação. Se usado de forma isolada o USG leva a uma conduta não ideal em 22% dos casos. O problema está mais concentrado na faixa de tamanho entre 5 a 10 mm, nestes casos a probabilidade do USG isolado não indicar a melhor conduta foi de 43%. ” O uso do USG para definir condutas para cálculos assintomáticos ou residuais é limitada por causa de sua baixa sensibilidade para avaliar pedras menores e sua incapacidade de medir o tamanho das pedras com precisão”, concluiu um dos pesquisadores, o Dr. Ganesan.
Na prática é exatamente isso que eu observo nos meus quase 20 anos de Medicina. Infelizmente precisamos quase sempre lançar mão da TC se o objetivo for decidir a respeito de uma intervenção invasiva.

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