Apoe4 e a Doença de Alzheimer

Apoe4 e a Doença de Alzheimer

Quero compartilhar com você algumas informações e alertas sobre a genética para a Doença de Alzheimer.

O gene da Apolipoproteína E (ou só ApoE) e suas mutações são importantes fatores de risco para o desenvolvimento da Doença de Alzheimer, ou seja, pessoas com esse gene têm mais propensão ao desenvolvimento da doença.

5 Fatores importantes sobre o gene ApoE4

  1. O gene ApoE4 pode aumentar o risco de desenvolvimento do Alzheimer, porém a presença desse gene no genoma da pessoa não significa que ela irá desenvolver a doença.
  2. Se você tem um parente próximo diagnosticado com Alzheimer, fica a preocupação, não só com seu parente mas consigo mesmo – já que seu risco de desenvolver a doença aumenta de 2% para 30%.
  3. A relação entre ApoE e o Alzheimer foi verificada pela primeira vez no ano de 2003 pela Universidade Duke, localizada na Carolina do Norte nos Estados Unidos.
    Os pesquisadores apontaram que o alto índice do alelo ε4 ou ApoE4 aumentava de 20% para 90% os riscos do desenvolvimento de Alzheimer.
  4. A ApoE4 tem sido associada ao acúmulo dos principais marcadores da DA – placas β-amilóides e emaranhados da proteína Tau, bem como outras características da doença, incluindo inflamação e estresse oxidativo.
  5. Mesmo que sua mãe ou pai tenham desenvolvido Alzheimer, o teste genético apenas irá revelar se você recebeu ou não uma ou mais cópias do gene ApoE4. Não será capaz de dizer se você desenvolverá a doença ou não.

E por que estou falando desse gene ApoE4?

Talvez você já tenha ouvido falar sobre o projeto Genoma.

Foi uma iniciativa audaciosa que se propôs a mapear os genes dos seres-humanos com o objetivo de identificar quais genes estavam presentes nas pessoas doentes e quais estavam nas pessoas saudáveis.

Claro que, do ponto de vista científico, foi um trabalho e tanto, mas as conclusões frustraram um pouco os que perseguiam uma resposta puramente genética para o adoecimento.

Isso porque, em linhas gerais, o que foi descoberto é que não era a presença ou a ausência dos genes que era determinante para adoecer. Os genes, quase sempre, estão presentes de forma uniforme nas pessoas.

Porém, em algumas pessoas, eles permanecem adormecidos, sem manifestar um problema sério.

Em outras, eles estavam acordados, espalhando problemas de saúde.

Eu quis explicar isso para dizer que ter ou não o ApoE4, o gene do Alzheimer, não é o que te faz adoecer.

O segredo é saber onde está o interruptor. E ter um pouco mais de controle na hora de determinar se você vai deixar a sua genética ligada ou desligada.

Como  deixar a genética do Alzheimer desligada?

E para deixar a genética do Alzheimer desligada você precisa de uma ação multifatorial.

  • Cuidar da sua saúde física e mental;
  • Alimentar-se de forma saudável;
  • Dormir bem;
  • Manter a pressão arterial controlada;
  • A inflamação e o estresse oxidativo longe;
  • Exercitar-se com frequência;
  • Aprender coisas novas;
  • Engajar-se em atividades prazerosas.

Isso sim é que vai fazer a diferença final!

Ter a genética para Alzheimer e ficar remoendo um sentimento de preocupação e ansiedade sobre o seu futuro, não vai te levar a nada. Na realidade vai contribuir para a piora da sua saúde geral.

Ao invés de ficar remoendo o futuro, tome atitudes positivas, viva o presente e mantenha uma vida saudável deixando sua genética do Alzheimer desligada.

Claro que um estilo de vida ruim pode ser um fator agravante para você desenvolver a doença, por isso foque nos hábitos saudáveis de vida e se for necessário procure um profissional de saúde para ajudá-lo a colocar em prática a prevenção do déficit cognitivo para envelhecer de maneira saudável.

MATERIAIS EXTRAS

Dicas do Dr. Alain para ter uma super memória e combater a baixa performance cerebral

 

DEMÊNCIA – 7 sinais iniciais de ALERTA!!

O Fim do Alzheimer – Protocolo Recode

 

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Dr. Alain Dutrahttps://artigos.alainuro.com
Dr. Alain Dutra é médico urologista. Além dos aspectos tradicionais de uma consulta médica, busco avaliar a sua vida como um todo, para entender onde seus hábitos de vida (sejam esses alimentares, de exercícios ou níveis de estresse) estão contribuindo para o seu atual estado de saúde.

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