Existe muita confusão até hoje sobre os supostos males da gordura saturada. A razão disso é a extrema dificuldade de se fazer estudos fidedignos sobre o assunto.

Mesmo as metanálises são falhas. A visão tradicional de que gordura saturada faz mal esbarra em relatos imprecisos, na obsessão da ciência tradicional em considerar as lipoproteínas como os principais fatores de risco nas doenças cardiovasculares sem considerar a complexidade do lipidograma avançado, que analisa as subfrações das lipoproteínas.

Inúmeros outros fatores de risco são relegados para segundo plano, como fatores inflamatórios, homocisteína, deficiências de micronutrientes, falta de omega 3, entre dezenas de outros.

Povos com alta ingesta de gordura saturada, como os Eskimós, continuam com taxas baixíssimas de eventos cardiovasculares, mesmo se for considerado o efeito protetor do alto consumo de omega 3 destas populações.

Essa ênfase nos males das gorduras saturadas causou um estrago incalculável sendo a causa de morte indireta de milhões de pessoas que basearam sua dieta em alimentos altamente inflamatórios baseados em carboidratos processados e industrializados a fim de substituir as dietas tradicionais com maior quantidade de gordura natural.

Trata-se de um grupo muito hetereogêneo esse o das gorduras, mesmo as saturadas merecem um estudo mais aprofundado dos seus subtipos, já que as de cadeia curta tem um comportamento biológico muito diferente das de cadeia média, e o ácido láurico apesar de ter 12 carbonos e ser considerado de cadeia longa tem propriedades diferentes dos ácidos palmítico e esteárico, outros ácidos graxos do mesmo grupo.

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