Redes Sociais: Como ser feliz quando todos parecem ter a vida perfeita

  • As redes sociais criaram um Mundo em que todos parecem estar êxtase. No meio disso tudo, milhões de pessoas se sentem excluídas e sentimentos de inveja e inadequação tomam conta das pessoas que nunca estiveram tão deprimidas. Acompanhe o vídeo até o fim e entenda.
  • Todos nós não gostamos de admitir, mas o sentimento de inveja é uma dessas coisas que nos assolam de tempos em tempos, mesmo que de forma subconsciente. É quase incontrolável, nós temos que estar sempre nos auto monitorando para evitar esses sentimentos. Isso piorou muito de uns anos para cá. Estamos em uma era em que determinados comportamentos que poucos anos atrás eram considerados exibicionismo passaram a ser tornar padrão. Todos nós já vimos alguém postar algo, uma vitória, uma conquista, uma viagem dos sonhos, ou uma festa aparentemente perfeita, que sem querer serviu como um soco no estômago, causou uma reação muito negativa em nós mesmos, mesmo que lutássemos com todas as forças para não agir assim. 
  • A maneira como a maioria das pessoas hoje reage a este Mundo de conto de fadas de pessoas famosas, ricas ou influenciadoras é tentar emular esse comportamento ao fingir que experimenta coisas parecidas, muitas vezes contraindo dívidas no processo. Na verdade ninguém sabe ao certo se mesmo esses influenciadores viveram realmente esses momentos ou se isso também não é uma espécie de peça de auto promoção. Tudo fica confuso, ninguém sabe ao certo o que é realidade e o que é uma espécie de campanha de marketing pessoal. 
  • A psicóloga Rachel Andrew diz que está vendo cada vez mais inveja em seu divã, de pessoas que não conseguem alcançar o estilo de vida que desejam, mas o que elas vêem que outras pessoas têm ou supostamente têm. Nosso uso de plataformas, incluindo Facebook, Twitter, Instagram e Snapchat, amplifica essa discórdia psicológica profundamente perturbadora. As mídias sociais fizeram todos acessíveis para comparação. No passado, as pessoas podiam apenas invejar seus vizinhos, mas agora podemos nos comparar com todos em todo o mundo. Windy Dryden , um dos principais profissionais de terapia cognitivo-comportamental do Reino Unido, chama isso de “comparacionite”.
  • Essa visão editada da realidade, essa espécie de vida “photoshopada” está deixando muita gente doente. Segundo a renomada psicóloga social Sherry Turkle, embora invejar outras pessoas seja prejudicial o suficiente, ainda temos algo ainda mais perigoso.  Nós olhamos para as vidas que construímos online, nas quais apenas mostramos o melhor de nós mesmos, e percebemos que não estamos à altura das vidas que dizemos aos outros que estamos vivendo. Isso cria um sentimento alienante de “auto-inveja” dentro de nós.  Nós nos sentimos umas fraudes, curiosamente invejosos de nossas próprias imagens digitais ou avatares.
  • Mas como podemos lidar com esses sentimentos negativos ? Quando se trata do tipo de inveja inspirada pelas mídias sociais, há dois fatores que tornam uma pessoa mais vulnerável: baixa auto-estima e intolerância à privação, que descreve a experiência de ser incapaz de suportar não conseguir o que se deseja. Para superar isso,  pense sobre o que você ensinaria a uma criança. O objetivo é desenvolver uma filosofia, uma maneira de estar no mundo, que permita reconhecer quando alguém tem algo que você quer, mas não tem, e também reconhecer que você pode sobreviver sem essa coisa, e que não ter isso não faz de você menos digno ou menor como pessoa. Tente usar o sentimento de inveja de forma positiva, se pudermos interpretar da maneira certa, ela pode indicar o que está faltando em nossas vidas e o que realmente importa para nós, podemos então transformar uma coisa ruim em algo inspirador.
  • Talvez cada um de nós deva pensar com mais cuidado quando postamos algo nas redes, sobre o que estamos tentando dizer e por que queremos divulgar.  Fazer uma espécie de curadoria de nosso avatares on-line para ajudar a diminuir essa era de inveja em que vivemos. A próxima vez em que você pensar em postar a respeito de uma promoção que você recebeu, um prêmio ou viagem maravilhosa, se pergunte as reais motivações para postar. Se descobrir que é pura vaidade, que é só necessidade de auto afirmação e de receber parabéns e likes, pense duas vezes.  Pense com cuidado se você estará fazendo bem a alguém ou se por outro lado estará alimentando um sentimento de inadequação em outra pessoa. Vamos pensar menos em nós mesmos e pensar mais em fazer o bem nas redes, em ajudar as pessoas a se sentirem melhores e se aceitarem mais.
Dr. Alain Dutrahttps://artigos.alainuro.com
Dr. Alain Dutra é médico urologista e aplica a Medicina Funcional, Integrativa e de Estilo de vida e princípios ortomoleculares.

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