Você já ouviu falar na ejaculação inibida ou retardada ?

Muito se fala sobre ejaculação precoce ou rápida, mas pouco se fala sobre esta condição. Doença de difícil tratamento e poucos profissionais estão preparados para tratar.

Define-se como ausência, dificuldade ou retardo persistentes de se atingir o orgasmo, mesmo após estimulação sexual suficiente. Pode ser adquirida ou primária (ou seja, desde sempre). Também pode ser global ou situacional.

Vários fatores atuando de forma isolada ou em conjunto podem causar a doença, como problemas psicológicos, várias doenças, procedimentos cirúrgicos, ou medicamentos. Todos esses elementos podem atuar afetando o controle central da ejaculação no cérebro ou danificando os nervos da saída da bexiga, dos ductos deferentes, assoalho pélvico ou pênis.

É mais comum na idade avançada devido ao fenômeno de hipoestesia, ou diminuição da sensibilidade, que se dá pela perda progressiva das terminações nervosas (axônios). Essa deterioração se deve pela infiltração da bainha nervosa por colágeno.

Algumas das causas mais comuns são:

– Doença neurológica associada ao Diabetes (neuropatia diabética)
– Traumas na espinha medular – paraplégicos por exemplo
– Complicação de cirurgia de raspagem da próstata (RTU)
– Complicação de cirurgia radical para câncer de próstata e de bexiga
– Outra cirurgias da cavidade pélvica.
– Uso de algumas medicações para pressão como diuréticos tiazídicos (hidroclorotiazida), alfa-metildopa
– Uso de antidepressivos tricíclicos (amitriptilina) e de classe de inibidores de recaptação da serotonina (fluoxetina, serrazina e paroxítona)
– Crenças culturais ou religiosas, agressão inconsciente e raiva reprimidas, preferência por masturbação, medo de engravidar ou de contrair doenças sexualmente transmissíveis.

Exames:

– Utra sonografia transretal.
– Deferentografia.
– Punção percutânea das vesículas seminais.
– Testes neurofisiológicos como potenciais somatosensoriais pudendos evocados e teste do arco reflexo sacral.

Possíveis tratamentos:

– Uso de drogas que estimulam o sistema nervoso simpático – pseudo-efedrina, efedrina e fenilpropanolamina.
– Antidepressivo imipramina.
– Para os pacientes que só tem interesse de recuperar espermatozóides para inseminação artificial, pode-se lançar mão de centrifugação da urina obtida após a masturbação para isolamento do esperma.
– Terapia comportamental + psicoterapia.
– Terapia sexual específica com instruções de técnicas sexuais que optimizem a excitação sexual.

Dr. Alain Dutrahttps://artigos.alainuro.com
Dr. Alain Dutra é médico urologista e aplica a Medicina Funcional, Integrativa e de Estilo de vida e princípios ortomoleculares.

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