Óleo de coco extravirgem – Dicas para uma compra consciente

Óleo de coco extravirgem – Dicas para uma compra consciente

Para conferir se está adquirindo um óleo de coco extravirgem de qualidade, leia o rótulo da embalagem e confira as seguintes informações:

  1. Dê preferência para os produtos que trazem no rótulo além do nome popular “Coco-da-baía” a espécie vegetal do coco, no caso, Cocos nucifera L.
  2. Confira sempre as informações de ORIGEM. Dê preferência para os produtos que informem no rótulo terem sido produzidos integralmente (100%) com cocos cultivados no Brasil.
  3. Cheque sua CONSISTÊNCIA e TONALIDADE e AROMA; se o óleo estiver líquido em uma temperatura abaixo de 25 graus DESCONFIE.
  4. Fique atento ao PREÇO, desconfie de óleos de coco muito baratos.

O óleo de coco extravirgem

Óleo de Coco Extravirgem - Coco Brasileiro

Para o consumidor que deseja adquirir o óleo de coco para fins alimentícios o mais recomendado é o óleo de coco extravirgem, aquele obtido da primeira prensagem à frio, pois, é o que guarda todas as propriedades já devidamente divulgadas por especialistas da área.

No Brasil não há uma regulamentação quanto à qualidade do óleo de coco extravirgem, geralmente publicado através de um documento denominado Padrão de Identidade e Qualidade, o que dificulta em muito a escolha por parte do consumidor.

Marcas brasileiras

Há várias marcas de óleo de coco no Brasil que somente importam o produto já pronto à granel de países asiáticos, como Filipinas, Indonésia, Srilanka e China, o envasam e rotulam com suas marcas.

Sabe-se que as condições de higiene em países asiáticos são precárias e muitas vezes esses óleos são produzidos nestas bases.

No Brasil, as indústrias que têm seus próprios plantios e/ou originam de produtores locais, são obrigadas a seguir as rigorosas legislações em vigor de boas práticas de fabricação, o que confere ao produto nacional uma excelente qualidade e plena condição de rastreabilidade.

Características a serem observadas no momento da compra

Com base nisto, a APROCOCO BRASIL – Associação Nacional dos Produtores de Coco do Brasil – elencou algumas características que devem ser observadas nos rótulos dos produtos no momento da compra:

Designação

Cocos Nucifera L

“Coco” é uma designação genérica para frutos de diversas palmeiras: Licuri, dendê, babaçu, butiá, etc.

Portanto, não basta no rótulo vir escrito ÓLEO DE COCO. Você precisa confirmar se é de COCO-DA-BAÍA (também conhecido como coco-da-praia).

Um produto que respeita o consumidor deve, assim, deixar claro de que coco é proveniente aquele óleo. Dê preferência para os produtos que trazem no rótulo além do nome popular “Coco-da-baía” a espécie vegetal do coco, no caso, Cocos nucifera L.

Origem

oleo de coco extravirgem prensado a frio

A RESOLUÇÃO-RDC Nº 259, DE 20 DE SETEMBRO DE 2002 (ANVISA), no item 5, dispõe que, no caso do produto conter matéria-prima importada, o fabricante deve informar: 

  • Nome (razão social) do fabricante ou produtor ou fracionador ou titular (proprietário) da marca;
  • Do importador, no caso de alimentos importados;
  • Endereço completo;
  • País de origem e município;
  • Número de registro ou código de identificação do estabelecimento fabricante junto ao órgão competente.

Atualmente maior parte das marcas comercializadas no Brasil omitem a informação da origem da matéria-prima, embora seja obrigatória por lei.

Opte sempre por produtos originados no Brasil

O óleo de coco extravirgem produzido aqui cumpre todas as regras sanitárias, não utiliza trabalho infantil ou similar ao escravo e é constantemente fiscalizado pela ANVISA.

Além de gerar empregos para cidadãos brasileiros, e de promover a economia nacional, você tem maior garantia de consumir produtos mais frescos e, assim, com teores de nutrientes elevados e inalterados.

Os produtos importados da Ásia não apresentam qualquer garantia de qualidade na produção. Consumi-los pode colocá-lo em uma zona desnecessária de risco.

Como ter certeza que estou comprando um produto brasileiro?

Óleo de Coco Extravirgem - Brasileiro

Para ter certeza se está consumindo um produto nacional veja se no rótulo consta a origem do óleo de coco extravirgem.

Atenção: não basta ter no rótulo a expressão INDÚSTRIA BRASILEIRA pois isso indica apenas que ele passou por uma etapa industrial no Brasil, como o envase. Mas não quer dizer que ele seja originário de fato do Brasil.

Dê preferência para os produtos que informem no rótulo terem sido produzidos integralmente (100%) com cocos cultivados no Brasil ou que tenham QR CODE no rótulo por onde você poderá rastrear sua origem, desde a colheita dos frutos.

Não adquiram produtos que omitem esta informação de origem da matéria-prima.

Além dessas informações do rótulo, observe os seguintes aspectos do produto

Consistência

Óleo de Coco Extravirgem - Brasileiro

Devido aos altos teores de ácidos graxos (ômegas), em especial o Láurico, o óleo de coco tem o seu estado físico alterado com a mudança de temperatura, sem contudo modificar sua qualidade nutricional.

Assim, um pote de óleo de coco que estiver armazenado em ambiente com temperatura abaixo de 25°C por um longo período, se for puro, deverá apresentar alguns traços de solidificação no seu interior (névoas), indicativo da transição de estado líquido para sólido.

Tonalidade

Óleo de Coco Extravirgem - Tonalidade

A cor é outro aspecto que deve ser observado. Ela pode variar do transparente (produtos fabricados com o uso de altas temperaturas) ao amarelo champanhe (produtos integrais ou orgânicos).

Como muitos produtos importados podem ser oriundos de óleos de coco refinados (que passaram por processos químicos de branqueamento), é mais seguro consumir aqueles com tons champanhe, pois foram extraídos por processos mecânicos e utilizando integralmente a fruta, com chances de apresentar maiores teores de Triglicerídeos de Cadeia Média.

O grau de oxidação (acidez) nada tem a ver com a tonalidade do óleo.

Aroma

Óleo de Coco Extravirgem - Aroma

O óleo de coco extravirgem deve apresentar suave e característico aroma de coco. Evite os “sem aroma” pois dele foram extraídos os elementos essenciais do coco, como muitos dos ácidos graxos que o tornam um óleo tão especial e importante para a nossa saúde.

Preço

Para produzir 1 litro de óleo de coco extravirgem são necessários de 18 a 20 cocos maduros.

Além disso existem os custos com mão-de-obra, energia, embalagens, frete e impostos.

Desconfie de óleos de coco muito baratos. Possivelmente são de constituição duvidosa (misturados com outros óleos vegetais), importados de países asiáticos onde o trabalho infantil ou similar ao escravo ainda é muito comum ou derivados de produtos sem grau alimentício, destinados à fabricação de cosméticos, como o RBD (Refinado, Branqueado e Desodorizado).

Notas sobre o óleo de coco RBD e Vegano

Óleo de Coco RDB

O consumo de óleo de coco RBD (sem sabor, sem cheiro e branqueado) é visto por especialistas com cautela porque passa por vários processos físicos e químicos para a sua obtenção.

Os processos químicos de neutralização de componentes que eliminam odor e cheiro utiliza, por exemplo, soda cáustica.

óleos de coco RBD que já são o resíduo da extração, com solventes, de ácidos de cadeia média como o Láurico e Caprílico. Nesses óleos o teor de ácidos graxos de cadeia média irá aparecer muito baixo ou mesmo “zero” nos rótulos.

Óleo de coco Vegano

Por sua vez, um óleo de coco para ser denominado vegano tem que, por exemplo, provar que não usa qualquer tipo de trabalho animal.

Em países asiáticos produtores de coco, é comum o uso de macacos para a colheita de cocos. Existem escolas de treinamento especializadas para tal, onde capturam os animais ainda filhotes para serem treinados como trabalhadores servis.

Logo, fábricas brasileiras que usam matéria-prima importada da Ásia jamais poderiam colocar em seus rótulos que são produtos “veganos” porque não há como rastrear.

Teriam que, no mínimo, apresentar algum tipo de certificação para tal.

Veja mais nesse links:

Esclarecimentos finais

Por fim, esclarecemos que não atribuímos às fábricas, à priori, nenhum procedimento ilícito à medida em que não há resoluções colegiadas da ANVISA ou Padrões de Qualidade elaborados pelo MAPA que regulamentem o produto.

Portanto, estas são livres para produzir/importar/comercializar o que querem, da forma que querem e ao preço que desejam.

Cabe somente ao consumidor fazer a escolha usando o seu direito de verificar livremente o que é, para ele, bom ou ruim.

Neste sentido, de bem se informar para uma decisão de compra consciente, caso o consumidor queira saber se uma determinada empresa é importadora de óleo de coco, ou de outra matéria-prima de coco da Ásia, envie um e-mail para a APROCOCO (aprococobrasil@gmail.com) com os dados de CNPJ que constam no rótulo do produto.

Esta informação é de domínio público e a APROCOCO se encarregará de levantá-la e repassá-la para que você tome a decisão de compra que desejar.

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Dr. Alain Dutrahttps://artigos.alainuro.com
Dr. Alain Dutra é médico urologista e aplica a Medicina Funcional, Integrativa e de Estilo de vida e princípios ortomoleculares.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Boa noite,
    Fiz uma consulta na Aprococo sobre a empresa Copra, e eles disseram que esta adiquiri óleo e matéria prima da Ásia, que utililizam uma insignificante porcetagem de produtos brasileiros.
    Moro em Goiânia, o senhor saberia dizer uma empresa de óleo de côco que vende o óleo e e a matéria prima totalmente de origem brasileira.
    Obrigada!

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