Resistência a testosterona – O que é e como combater

Resistência a testosterona – O que é e como combater

Você quer conhecer o que é a resistência a testosterona nos receptores, e os jeitos que você pode fazer para evitar esse tipo de intoxicação?

Acompanhe o artigo ou assista ao vídeo até o final para descobrir uma das formas de como manter a sua energia, força muscular, firmeza, ânimo e desejo.

Como evitar a resistência a testosterona?

Já foi demonstrado em vários estudos que contaminantes ambientais, como produtos químicos industriais e agrícolas, alteram a função do receptor de testosterona, o chamado AR, por meio de estimulação parcial ou bloqueio do mesmo.

Imagine a seguinte cena, você está forçando uma chave errada em uma fechadura, isso não pode dar certo, não é mesmo? Ou a chave ou a fechadura vão quebrar. Isso também acontece nos receptores hormonais.

Essa estimulação ou bloqueio inadequados desses receptores é o que chamamos de ação de disruptores androgênicos.

Esses disruptores podem levar à redução da contagem de espermatozoides, infertilidade, câncer de próstata e pode interferir no desenvolvimento masculino normal.

Papel da testosterona na saúde sistêmica

Então meus queridos, não é a testosterona isomolecular ou bioidêntica, aquela igualzinha a do deu corpo, a que causa câncer, e sim as porcarias que você come ou tem contato no dia a dia, como produtos da indústria do plástico e defensivos agrícolas.

Na verdade a testosterona real, aquela autêntica do seu corpo, te protege do câncer e isso é fácil de entender quando você pensa que a época da vida em que sobra testosterona, que é adolescência e início da vida adulta, ninguém pega câncer de próstata.

Dada sua ampla expressão em muitas células e tecidos, o tal do receptor AR tem uma gama diversificada de ações biológicas, incluindo papéis importantes no desenvolvimento e manutenção dos sistemas:

  1. Reprodutivo;
  2. Musculoesquelético;
  3. Cardiovascular;
  4. Imunológico;
  5. Neural;
  6. E de formação de células do sangue.

Os problemas da testosterona baixa 

Em homens mais velhos, a testosterona baixa é um marcador robusto de problemas de saúde. Portanto, o manejo clínico do homem idoso com reduções modestas de testosterona deve se concentrar no tratamento (e prevenção) de doenças que acompanham.

Isso é feito com medidas de estilo de vida e uso responsável de suplementos naturais, além da reposição de magnésio e zinco.

Se bem-sucedidas, tais medidas, incluindo a perda de peso, não apenas trazem múltiplos benefícios à saúde, mas podem levar à normalização dos níveis reduzidos de testosterona.

O paradoxo

O paradoxo, ou seja, que aparentemente não faz sentido, é que esses sintomas característicos da deficiência de testosterona estão muito pouco correlacionados com a testosterona total ou outros níveis de androgênios no sangue.

O melhor questionário de sintomas de envelhecimento masculino, o que foi mais validado por estudos, e o que mais se correlaciona com a síndrome clínica de falta de testosterona, esse questionário se chama AMS.

Um relatório de alguns anos atrás afirma que “a pontuação total da AMS não foi significativamente associada aos níveis de testosterona”.

Um dos estudos que destaca mais claramente esse paradoxo entre os questionários de sintomas de deficiência e os valores laboratoriais de testosterona é o de Miwa e colegas, que em 2006, não encontraram correlação, ou seja, não bateram, as notas dos questionários e os níveis de vários hormônios como a testosterona total, livre, estradiol, entre vários outros hormônios sexuais.

Esse paradoxo, essa dicotomia, essa falta de concordância, entre os achados clínicos e laboratoriais precisa ser explicada com urgência para reduzir a confusão sobre o que fazer com os homens que têm sintomas de deficiência de testosterona, e que não são confirmados por testes de laboratório.

Para isso, o médico precisa entender com detalhes quais são os vários níveis nos quais a produção e a ação de testosterona podem estar prejudicadas.

Os intoxicantes que causam a resistência a testosterona

Existem muitos intoxicantes no meio ambiente, incluindo muitos medicamentos que podem reduzir diretamente a produção de andrógenos no nível testicular ou podem alterar seu metabolismo.

Antidepressivos, antipsicóticos, remédios para fungos, alguns remédios para diabetes, entre outros podem provocar sintomas de deficiência de testosterona mesmo na ausência de valores baixos no sangue.

O estresse também pode produzir resistência à testosterona, causando a liberação de cortisol, adrenalina e noradrenalina, que vão contra a liberação e a ação desse importante hormônio masculino.

Mas o que fazer a respeito? Guia de detox

Diminuir a sua carga de estresse e aprender uma técnica de meditação, ou outra técnica de relaxamento, também podem ajudar bastante.

Além da meditação e relaxamento, você precisa fazer um detox e evitar os poluentes ambientais que provocam isso.

Alguns dos nutrientes que aumentam o detox são:

  • Sucos verdes de manhã;
  • Vegetais crucíferos como a couve, couve flor, brócolis, folha da mostarda, e couve de bruxelas;
  • Comer duas vezes por semana alcachofras;
  • Beber pelo menos 2 litros de água por dia;
  • Diluir o suco de 1 limão em 1 litro de agua e consumir ao longo do dia;
  • Tomar as algas clorela ou espirulina;
  • Vitaminas do complexo B; 
  • As vitaminas A, C e E;
  • Minerais como zinco, selênio, iodo e magnésio;
  • Aminoácidos como N-acetilcisteína ou NAC, glutamina, glicina e taurina;
  • Uso de silimarina, outros flavonoides e o ácido alfalipóico;
  • Atividade física 5 vezes por semana;
  • Consumir fibras em grandes quantidades, pelos menos 35 a 40 gramas, que pode ser feito com vegetais, folhas, psyllium, linhaça, chia, quinoa, amaranto e outros;
  • Protocolos específicos de detox como o protocolo Moritz, enema de café, uso da zeolita e outras argilas.

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Dr. Alain Dutrahttps://artigos.alainuro.com
Dr. Alain Dutra é médico urologista e aplica a Medicina Funcional, Integrativa e de Estilo de vida e princípios ortomoleculares.

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