Estatinas – A verdade sobre seu uso, efeitos e estudos

Estatinas – A verdade sobre seu uso, efeitos e estudos

A verdade sobre as estatinas – Aumentam a vida em míseros três dias…

As estatinas foram hipervalorizadas como medicamentos para evitar infartos, e elas em geral apresentam mais problemas do que soluções.

Vários estudos recentes confirmam o que já se desconfiava há um bom tempo.

As estatinas são a classe mais prescrita de remédios para baixar o colesterol.

Porém o colesterol não é bandido, é mocinho, como já falei em vários vídeos.

Só devemos baixar o colesterol total na marra se estiver muito alto, na minha opinião se estiver acima de 300, isso na ausência de outros fatores de risco.

Se você usa sinvastatina, rosuvastatina, pitavastatina, atorvastatina, pravastatina ou lovastatina converse com o seu médico sobre alternativas.

Se decidirem não retirarem a medicação pelo menos peça para ele te prescrever a coenzima Q10 que é um antídoto eficaz contra a maior parte dos efeitos colaterais das estatinas.

Assista meu vídeo sobre Colesterol ruim LDL – Não é colesterol e também não é ruim

Estudos e Evidências

Vários estudos tem demonstrado que as estatinas são bem menos úteis do que muita gente pensa.

Uma revisão sistemática de 2015 constatou que as estatinas prolongaram a vida em míseros 3 a 4 dias, dependendo se era prevenção primária ou secundária.

Uma revisão de 2018 apresenta evidências substanciais de que os níveis de colesterol total e colesterol LDL não são uma indicação de risco de doença cardíaca e que o tratamento com estatina é de “benefício duvidoso” como forma de prevenção.

As táticas usadas nos estudos com estatinas para exagerar os benefícios incluem a exclusão de estudos malsucedidos, a coleta de dados seletiva, a falta de valorização do resultado mais importante – que é o aumento na expectativa de vida – e o uso de uma ferramenta estatística chamada “redução de risco relativo” para amplificar efeitos não tão importantes.

Se você observar o risco absoluto, os medicamentos com estatina beneficiam apenas 1% das pessoas que tomam.

Das 100 pessoas tratadas com estatinas por cinco anos, uma pessoa terá menos um ataque cardíaco.

Vai precisar tomar 5 anos para ajudar uma pessoa em 100!

Outras evidências

Os pesquisadores falham repetidamente em encontrar evidências de que o colesterol alto é um fator de risco muito significativo para doenças cardiovasculares.

De fato, com exceção de algumas doenças genéticas, existem muitas evidências sugerindo que o colesterol mais alto pode ser realmente mais saudável que os níveis mais baixos.

Existem mais de 100 fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Desses 25 são mais relevantes, e pelos menos quatro são mais importantes do que o colesterol, que são:

  1. Resistência insulínica
  2. Inflamação crônica – marcadores no sangue (PCR-US, homocisteína, VHS, IL-6, fibrinogênio)
  3. Ferro elevado
  4. Ferritina elevada

Caso do Parlamento Britânico

No início do mês de março de 2019,  o presidente do Comitê de Ciência e Tecnologia do Parlamento Britânico, Sir Norman Lamb, pediu uma investigação completa sobre os medicamentos com estatinas que reduzem o colesterol.

Isso depois que uma carta lhe foi enviada com a assinatura de vários eminentes médicos internacionais, incluindo o editor do BMJ, o ex-presidente do Royal College of Physicians e o diretor do Centro de Medicina Baseada em Evidências do Brasil.

O principal autor da carta, o cardiologista Aseem Malhotra, discute os perigos das estatinas e como a hipótese do colesterol e o correspondente mito das gorduras podem estar prejudicando a saúde dos pacientes.

Ele diz que nos últimos 30 anos, foram feitos 44 estudos clínicos randomizados que não revelam benefícios cardiovasculares decorrentes tanto da dieta baixa em colesterol ou nos medicamentos que baixam esse elemento.

O mais notável foi o recente estudo ACCELERATE, com mais de 12.000 pacientes com alto risco de doença cardíaca que não revelou reduções em ataque cardíaco, derrame ou morte, apesar de uma redução de 37% no colesterol LDL.

Efeitos Colaterais

Além disso, efeitos colaterais graves podem afetar de 20% a 50% dos usuários de estatina.

O dano muscular provavelmente é um efeito colateral muito mais comum do que a maioria dos estudos sobre estatina afirma.

Outros problemas frequentes

  • Deficiência de coenzima Q10, que leva a fraqueza muscular
  • Inibe a produção de vitamina K2 que protege suas artérias de calcificação
  • Aumenta o risco de câncer de mama
  • Aumenta o risco de diabetes
  • Causa dano cognitivo e aumenta o risco de demências, Parkinson e Alzheimer
  • Diminui função cardíaca.
  • Diminui fertilidade.

Mas quais seriam as alternativas?

Além de usar a coenzima Q10, existem algumas substâncias naturais que podem diminuir substancialmente o risco de doenças cardiovasculares, entre elas:

Assista meu vídeo Detone com o colesterol alto em 60 dias – Conheça os top 10 suplementos

Além das práticas de medicina de estilo de vida tão faladas nesse blog e em meu canal do Youtube.

Estatinas e o risco de demências

Um novo estudo publicado na revista Frontiers in Neurology analisou a relação entre colesterol e função cognitiva e descobriu que ter níveis mais baixos de colesterol lipoproteína de baixa densidade (LDL) está ligado a um maior risco de demência.

O estudo envolveu dados de quase 4.000 residentes com 50 anos ou mais em uma comunidade urbana na China e verificou que um alto nível de colesterol LDL está inversamente associado à demência.

Além disso, houve um número significativamente maior de participantes com baixos níveis de colesterol no grupo de demência do que em grupos sem demência.

Este estudo concluiu que um alto nível de colesterol LDL pode ser considerado como um “potencial fator protetor contra o declínio da cognição”.

Assista meu vídeo sobre Colesterol ruim LDL – Não é colesterol e também não é ruim

Achados conclusivos em estudos

Níveis mais baixos de colesterol também foram associados à pior função cognitiva entre os participantes de um estudo sul-coreano com 65 anos ou mais, considerados um “marcador de estado para a doença de Alzheimer”.

E um estudo americano com mais de 4.300 beneficiários do Medicare com 65 anos ou mais também revelou que níveis mais altos de colesterol total estavam associados a uma diminuição do risco de doença de Alzheimer, mesmo após ajuste para fatores de risco cardiovasculares e outras variáveis relacionadas.

Os autores do estudo da Frontiers in Neurology também sugeriram que, como um dos principais componentes do cérebro, a diminuição dos níveis de colesterol pode estar associada à atrofia cerebral, e outros fatores mais diretamente relacionados à saúde cerebral.

Seu cérebro contém até 30% de colesterol, que é um componente fundamental para a formação de sinapse, ou seja, as conexões entre seus neurônios, que permitem que você pense, aprenda coisas novas e forme memórias.

Além disso, o colesterol desempenha um papel importante na síntese, transporte e metabolismo de hormônios esteroides, bem como vitaminas lipídicas-solúveis, ambas com impacto na integridade sináptica e na neurotransmissão.

Assista meu vídeo sobre o sistema de faxina do cérebro e sua importância para evitar demência

Estatinas e seus efeitos colaterais 

Os medicamentos mais prescritos para baixar os níveis de colesterol são as estatinas e seus efeitos colaterais são:

Deve-se reavaliar se os benefícios das estatinas realmente valem a pena, uma vez que os efeitos colaterais e os malefícios parecem ser maiores.

Como já dito acima, as estatinas beneficiam apenas 1% da população, o que quer dizer que de 100 pessoas tratadas com as drogas, uma pessoa terá um ataque cardíaco a menos.

Problemas adicionais e mudanças provocadas pelas estatinas

Tenha em mente também que as estatinas reduzem seu número total de colesterol, sem abordar seus níveis de HDL, LDL, lipoproteínas de baixa densidade (VLDL) ou triglicerídeos.

Embora seu número total de colesterol lhe dê uma visão geral, não avalia necessariamente o risco de doenças cardiovasculares.

Em vez disso, você precisará comparar seus números de HDL, LDL, VLDL e triglicerídeos com o seu colesterol total.

As estatinas também provocam o esgotamento da Coenzima Q10 (CoQ10), que é usada para produção de energia por todas as células do seu corpo.

Sua forma reduzida, ubiquinol, é um componente crítico da respiração celular e produção de trifosfato de adenosina (ATP).

ATP é uma coenzima usada como portador de energia em cada célula do seu corpo.

O esgotamento do CoQ10 causado por estatinas pode realmente aumentar o risco de insuficiência cardíaca aguda.

Além disso, as estatinas também inibem a síntese de vitamina K2, que pode piorar sua saúde cardíaca em vez de melhorar, e reduzir a produção de cetonas.

Cetonas são nutrientes cruciais para alimentar suas mitocôndrias e são importantes reguladores da saúde metabólica e da longevidade.

Se você realmente precisa usar estatinas, converse com seu médico sobre a reposição ou uso destes dois suplementos importantes em conjunto.

Se você usa estatinas, reveja com o seu médico a possibilidade de usar de artifícios naturais, mudar a alimentação e estilo de vida.

Mas nunca pare de usá-las sem conversar com o médico que as prescreveu antes.

Links dos estudos:

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Dr. Alain Dutrahttps://artigos.alainuro.com
Dr. Alain Dutra é médico urologista. Além dos aspectos tradicionais de uma consulta médica, busco avaliar a sua vida como um todo, para entender onde seus hábitos de vida (sejam esses alimentares, de exercícios ou níveis de estresse) estão contribuindo para o seu atual estado de saúde.

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