Remdesivir – O remédio “caro” que pode sair “caro” para você

Remdesivir – O remédio “caro” que pode sair “caro” para você

Em um estudo de caso da França, com 5 pacientes em uso do Remdesivir (sim, aquele remédio caríssimo de aprox. R$ 16,5 mil), os médicos relataram que 4 pacientes apresentaram efeitos colaterais importantes, incluindo insuficiência renal grave.

As grandes empresas farmacêuticas têm se esforçado para se mostrarem como corporações benevolentes que investem bilhões de dólares na criação de medicamentos e vacinas para te salvar.

Claro que sabemos que certas medicações são importantes em muitos casos, mas o que quero alertar aqui é que existe uma enorme indústria ganhando horrores com a sua doença.

O Remdesivir

Remdesivir, o dito medicamento mais eficaz para tratar o SARS-CoV-2.

O gigante da biotecnologia Gilead Sciences não é diferente. Eles fabricam o Remdesivir, o dito medicamento mais eficaz para tratar o SARS-CoV-2.

Dois estudos clínicos publicados que deram a atual “fama” ao Remdesivir mostraram conclusões conflitantes sobre o uso da droga experimental no tratamento da Covid-19.

Quais foram os benefícios encontrados?

No maior deles, o medicamento reduziu o tempo de internação dos pacientes com coronavírus.

O benefício não foi uma redução na mortalidade SIGNIFICATIVA, mas sim em dias de hospitalização mais curtos – de 15 para 11 dias.

Também alguns cientistas apontaram que havia vários problemas com o desenho da pesquisa e, consequentemente, com os dados, incluindo mudanças durante o estudo.

Estudos conduzidos com divergências

O órgão norte-americano National Institutes of Health – NIH – reuniu um painel de especialistas, incluindo médicos e estatísticos, para desenvolverem diretrizes para o tratamento do coronavírus nos EUA.

Eles foram responsáveis por divulgar os resultados do maior estudo realizado sobre o Remdesivir e apoiar essa medicação contra o covid-19.

Os membros deste painel da NIH tiveram que divulgar conflitos financeiros para não ter influência nos resultados dessas diretrizes.

Conflitos e interesses financeiros

Olha a questão interessante desse painel de “especialistas”:

São 53 especialistas no painel, 8 dos quais declararam “benefícios financeiros com suporte à pesquisa ou taxas de consultoria originárias” da Gilead Biosciences, fabricante do Remdesivir.

No grupo, 40 não declararam apoio financeiro, enquanto 13 declararam.

Todos os 13 tinham vínculos com pelo menos um produto farmacêutico, enquanto 3 tinham vínculos com 3 ou mais empresas.

Os vários tipos de negócios incluíam organizações de biotecnologia, um laboratório de pesquisa e uma empresa de vacina.

Outras evidências de conflitos de interesses

Dias antes da divulgação dos resultados parciais no NIH sobre o Remdesivir, a Organização Mundial da Saúde (OMS) havia publicado acidentalmente em seu site um rascunho com os resultados de outra pesquisa, que alegava não ter identificado benefícios significativos da droga em relação a quem não a usou.

O documento indicava ainda que o estudo teve de ser interrompido para 18 voluntários, por causa dos efeitos colaterais.

A OMS logo retirou a pesquisa do ar, e uma semana depois o estudo foi publicado na revista The Lancet, já com as conclusões revisadas.

Uma equipe também avaliou o uso do medicamento naquelas pessoas com Covid-19 grave que incluíram pacientes com 18 anos ou mais de idade com infecção confirmada em laboratório.

O estudo foi publicado no The Lancet e concluiu que o medicamento “não estava associado a benefícios clínicos estatisticamente significativos”.

Outro estudo publicado

Em um artigo revelado no Jornal Mundial de Doenças Infecciosas, cientistas relataram cinco dos principais pacientes tratados com Remdesivir no Hospital Universitário de Bichat, Paris, França.

A equipe registrou quatro (4) dos cinco (5) pacientes com efeitos colaterais importantes, incluindo anormalidades hepáticas significativas em 2 pacientes e insuficiência renal grave que exigiria um transplante de dois dos participantes, mas eles acabaram morrendo.

Conclusão final

Um medicamento extremamente caro, com possíveis efeitos colaterais potencialmente graves, que têm possíveis conflitos de interesses por trás.

Enquanto medidas importantes para apoiar o sistema imunológico e assim estar preparado para combater o vírus, estão sendo divulgadas na mídia como “Fake News” como medidas “sem comprovação cientifica”.

Quero que vocês meus seguidores, pacientes e amigos espalhem as informações importantes de medidas de estilo de vida e suporte ao sistema imune, pois essas sim, são medidas comprovadas há muito tempo por estudos robustos e pela história da evolução da medicina.

Enquanto não temos um medicamento sem conflitos de interesses (financeiros e políticos) e efetivamente comprovados para tratar a Covid-19, temos que usar a arma mais importante: A prevenção!

E isso se faz com hábitos saudáveis de vida:

  1. Prática de atividade física
  2. Gerenciamento do estresse e ansiedade
  3. Alimentação saudável
  4. Aporte fundamental ao sistema imune com a vitamina D.

Fontes:

36ba000bbef6eff0bba1f0259a77102f?s=96&r=g
Dr. Alain Dutrahttps://artigos.alainuro.com
Dr. Alain Dutra é médico urologista e aplica a Medicina Funcional, Integrativa e de Estilo de vida e princípios ortomoleculares.

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