Anosmia e Hiposmia (perda e diminuição do olfato)

Anosmia e Hiposmia (perda e diminuição do olfato) sequelas da Covid-19

Uma perda completa do olfato é conhecida como “anosmia”, enquanto o olfato diminuído é conhecido como “hiposmia”.

As pessoas podem perder o olfato por vários motivos, incluindo:

  • Infecções;
  • Traumatismo craniano e danos aos nervos que transmitem o sentido do paladar e do olfato;
  • Estágios iniciais das doenças de Alzheimer e Parkinson;
  • Ou simplesmente ao envelhecimento.

Anosmia e Hiposmia perda e diminuição do olfato

Dentro de suas passagens nasais há duas placas de detecção de odores compostas por cerca de 6 milhões de células conhecidas como receptores olfativos.

Eles permitem que você detecte milhares de cheiros diferentes. Além disso, olfato e paladar estão intimamente relacionados – perca o olfato e o paladar ficará extremamente diminuído.

Em algumas pessoas, a perda ou diminuição do olfato é o primeiro sintoma, ou um sintoma precoce e, para alguns, o único sintoma da COVID-19.

Estima-se que mais de 40% dos infectados tiveram sintomas de alteração de olfato e também paladar.

E como acontece no caso do Coronavírus?

O SARS-CoV-2, bem como o conhecido SARS-CoV, usa o receptor da enzima conversora de angiotensina 2 (ACE2) para entrar nas células através da ligação com a proteína Spike.

Além disso, o SARS-CoV-2 parece precisar da TMPRSS2 (uma proteína da superfície celular endotelial), para ajudar a preparar a proteína Spike no processo de entrada nas células e em algumas outras proteínas.

Isso significa que as células devem expressar todas essas proteínas para que o vírus possa se infiltrar nelas e sequestrar seu mecanismo para se replicar.

ACE2 e TMPRSS2

ACE2 e TMPRSS2 são expressos em muitos tipos de células e com bastante abundância no nariz, garganta e vias aéreas brônquicas superiores.

No nariz, a expressão é vista tanto no epitélio respiratório quanto no epitélio sensorial olfatório.

Todas essas células ajudam a manter a saúde dos neurônios sensoriais e da camada de muco para que os odores possam se ativar de maneira adequada.

Isso significa que o vírus pode afetar a função do olfato de várias maneiras. Deixando mais claro:

Interrompendo a detecção de odores

Eles podem atacar várias células do tecido nasal, induzindo inflamação local e interrompendo a detecção de odores (anosmia).

O vírus pode desativar ou danificar diretamente as células sensoriais do nariz que detectam odores.

Neste caso a perda do olfato é parcial ou até total mas retornando em pouco tempo.

Danos ao sistema nervoso central

Outra possibilidade é que o vírus possa seguir o caminho do nervo olfatório através do crânio e no cérebro, onde pode causar danos adicionais ao sistema nervoso central.

Se este coronavírus causa estragos em nosso sentido do olfato, danificando neurônios sensoriais olfativos, interrompendo sua função ou impactando os tecidos olfatórios nasais, permanece ainda em investigação.

Recuperação da função do olfato

No entanto, os padrões de expressão de ACE2 e TMPRSS2 e o início súbito e recuperação relativamente mais rápida podem sugerir que não causou danos ao sistema nervoso central, mas sim pela perda de informação do olfato (anosmia) antes de chegar ao cérebro.

A recuperação relativamente rápida da função olfatória na maioria dos pacientes também dá suporte a uma causa periférica que não mata os neurônios sensoriais olfatórios.

Embora esses neurônios possam se regenerar, eles não o fazem repentinamente, mas em um processo que leva 30 dias ou mais, no qual a sensação melhora gradualmente.

Porém algumas pessoas que se tornaram anósmicas como resultado do coronavírus e ainda não recuperaram o olfato em mais de 3 meses.

Isso pode apontar para a danos de neurônios sensoriais ou dano central em alguns indivíduos.

Medidas preventivas contra anosmia e hiposmia

Medidas preventivas contra anosmia

Lavar o nariz com soro fisiológico mantém a mucosa úmida, o que contribui na defesa do organismo contra os vírus.

Nutraceuticos que podem ajudar isolados ou em conjunto com medicação:

01 – Ginkgo biloba

Ginkgo biloba melhora a restauração do olfato após infecção viral.

O tratamento padrão para perda de olfato é com medicamentos glicocorticóides, como a prednisona.

Foi realizado um estudo com 71 pacientes com diagnóstico de perda de olfato e a erva Ginkgo biloba melhorou a capacidade do tratamento com glicocorticóides ajudando a restaurar o olfato após infecção viral respiratória superior.

O relatório foi publicado na edição de outubro de 2009 da American Medical Association Journal Archives of Otolaryngology – Head and Neck Surgery. Comentário de Jerry Hickey, R.Ph.

02 – Acetil L-Carnitina com Ácido Alfa-Lipóico

A combinação de Acetil L-Carnitina com Ácido AlfaLipóico pode ser uma escolha muito boa para restaurar o olfato e também o paladar e estes suplementos podem ser combinado com segurança com outros tratamentos.

O ácido alfalipóico foi testado por pesquisadores alemães que buscavam suplementos naturais e seguros para ajudar pessoas que sofrem de anosmia ou hiposmia.

Depois de tomar 600 mg de ácido alfalipóico por dia por uma média de 4 meses, a maioria dos pacientes – aqueles que sofrem tanto de olfato diminuído (hiposmia) quanto de perda total do olfato (anosmia)  – relataram melhora estatisticamente significativa.

03 – Zinco

Acredita-se que as células olfativas humanas funcionem por meio da ação de íons metálicos, principalmente zinco e cobre.

A suplementação de zinco, muitas vezes pode ajudar alguém cujo olfato diminuiu.

Links dos estudos:

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Dr. Alain Dutrahttps://artigos.alainuro.com
Dr. Alain Dutra é médico urologista e aplica a Medicina Funcional, Integrativa e de Estilo de vida e princípios ortomoleculares.

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